Qual a nossa motivação?
Qual a nossa motivação?

Você já deve ter parado para refletir: por que fazemos o que fazemos? Qual a nossa motivação? O que faz com que saiamos do estado de inércia para entrar em estado de ação? O que faz com que deixemos para trás a zona de conforto, a rotina, para abrir portas a novas experiências?

O que faz com que a gente escolha a opção A e não a opção B? O que faz com que a gente comece a fazer exercício físico, cuidar alimentação e aos poucos vá desistindo?

Pois bem, como o próprio título do texto diz: é a motivação.

A motivação está presente em todas as ações que realizamos no dia a dia, inclusive as que pensamos não ter significado. Motivação tem relação com causa e consequência, com o sistema de crenças e valores que estabelecemos para nós mesmos. O ato de escovar os dentes pela manhã é um ato de motivação simples: você deseja manter a saúde dos seus dentes, sua higiene e seu bem estar, portanto, realiza essa ação.

Tudo o que fazemos tem, de fato, uma razão por trás. É a motivação que nos faz desenvolver novos hábitos, é o que nos torna inquietos, curiosos e é o que nos impulsiona em direção à evolução.

Para falar sobre motivação, precisamos dividi-la em duas categorias: motivação intrínseca e extrínseca. As duas formas de motivação têm características diferentes e eficácia diferente, e é sobre isso que falaremos no texto de hoje.

Motivação extrínseca, o que é?

A motivação extrínseca baseia-se em consequências futuras. É quando as pessoas se envolvem em uma atividade para obter algum efeito específico, como a obtenção de uma recompensa, a fuga de uma punição ou a conquista de algum resultado valioso. Nesse tipo de motivação, foca-se no final, em algum tipo de prêmio.

A teoria que define a motivação extrínseca estabelece que a mesma não tem relação com as atividades desenvolvidas no processo até a meta, o foco é a própria meta, sendo todo o resto obrigatoriamente suportável dado o desejo pelo objetivo final.

Um exemplo de motivação extrínseca é fazer exercícios físicos para emagrecer para o verão, focando apenas naquele período de tempo e “fazendo o que tiver que ser feito” para atingir esse objetivo.

Cortar doces da alimentação para emagrecer também é um exemplo de motivação extrínseca: o desejo é o emagrecimento, mesmo que cortar doces seja um preço muito caro a se pagar, uma ação drástica e muito custosa.

E a motivação intrínseca?

A motivação intrínseca vem de dentro para fora. Isso é, a pessoa sente-se motivada de forma espontânea, a partir de características e valores pessoais. A visão de vida, os objetivos pessoais de cada um e também os gostos são os moldes sob os quais a motivação intrínseca nasce. Esse tipo de motivação tem relação com a curiosidade, interesse e motivos para exercitar e desenvolver habilidades e conhecimentos pelo prazer em fazê-los, mesmo sem uma recompensa palpável.

Quando as pessoas se sentem intrinsecamente motivadas, se envolvem em uma atividade pelo simples prazer de fazê-las. A recompensa que talvez exista é vista como uma consequência natural, tão prazerosa quanto o caminho percorrido até ela.

Você deve estar pensando: nossa, mas as pessoas motivadas intrinsecamente são praticamente imbatíveis!

Não, não são. A motivação intrínseca precisa de mecanismos de alimentação que a impulsione, que a mantenha viva.

Pense num ambiente corporativo. Existe a Bruna, funcionária excelente: pontual, assídua, cumpre suas tarefas com eficácia, bate as metas em função do seu comprometimento nato, otimiza seu tempo e se demonstra disponível para aprender novas funções e a ajudar os colegas se necessário. Esse perfil é algo que nasceu com a Bruna, logo, é fácil que ela desempenhe essas características. Porém, imagine que mês após mês a empresa onde a Bruna trabalha segue sem valorizá-la e dá maior atenção a funcionários com menor potencial, menor comprometimento e dedicação.

Tenho certeza que você, no lugar da Bruna, se sentiria um pouco menos motivado, certo?

Falando de outra forma: a motivação intrínseca nasce no indivíduo, mas é potencializada pelo ambiente em que esse indivíduo está inserido.

Tipos de motivação na realização de exercícios

Sim, existe um motivo pelo qual você sempre começa a frequentar a academia, a prestar maior atenção à sua alimentação, e falha em seguida. Você desiste, se culpa por desistir, se desespera por estar desanimado. Passa um tempo, você tenta novamente, se mantém por alguns meses e em seguida volta aos seus antigos hábitos.

Esse cenário é familiar, não é mesmo?

Ele ocorre porque sua motivação está com o foco errado. A maior parte das desistências ocorre não porque você é fraco ou não está determinado o suficiente, elas ocorrem porque seu cérebro pulou a parte de entender seus motivos e foi direto para o resultado esperado.

A motivação extrínseca não é suficiente para manter-nos focados nas atividades necessárias ao emagrecimento ou à melhora da qualidade de vida através dos exercícios físicos e da alimentação. Ela pode fornecer um ambiente potencializador, mas é necessário que se enxergue algo benéfico no processo.

Pense comigo: você gosta de fazer musculação e exercícios aeróbicos como esteira e bicicleta na academia? Não? Então esse não é o melhor exercício pra você, e é isso que faz com que você perca o foco com facilidade.

A motivação intrínseca tem papel fundamental no foco e no desenvolvimento das atividades. Se você não sente prazer ao realizar exercícios físicos ou ao melhorar sua alimentação, não existe corpo para o verão que faça você se sentir motivado.

Qual a nossa motivação?

Como se motivar da forma correta para manter o estilo de vida saudável

É possível transformar sua motivação para aspectos internos em duas maneiras simples.

  1. Encontre um exercício físico que você goste

Já falamos sobre isso por aqui antes: se você não suporta, não faça. O estresse gerado pela atividade e a alta probabilidade de desistência faz com que a soma final sema mais maléfica do que benéfica, e isso não é saudável.

  1. Não exclua totalmente os alimentos que você gosta

É mais fácil motivar-se a se alimentar bem se existir a consciência de que nenhum alimento é proibido. Isso faz com que o ato de se alimentar siga sendo prazeroso, ou seja, você estará intrinsecamente motivado a seguir comendo bem.

 

Agora você conhece o funcionamento dos dois tipos de motivação e pode fazer essa análise não só ao manter o estilo de vida saudável, mas aplicando a mesma a diversos campos da sua vida. As dicas finais para que você consiga ser cada vez mais saudável são: respeite seu tempo, respeite seu corpo, invista em autoconhecimento e tenha consciência de que cada indivíduo tem suas particularidades.

E agora, o que falta para você criar paixão pelo exercício físico que você tem mais afinidade e se alimentar a partir de pratos prazerosos e saudáveis?

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