Inatividade e sedentarismo na terceira idade
Inatividade e sedentarismo na terceira idade

Ouvimos muitos comentários sobre esse assunto entre jovens e o tipo de comportamento envolvido, mas pouco fala-se sobre sedentarismo na terceira idade. Valoriza-se bastante a prática de atividades físicas, mas muitas vezes acabamos não ressaltando o significado gigante que manter o corpo ativo tem para idades mais avançadas também.

O termo sedentarismo você já está cansado de ler, mas e a inatividade física? Você sabe o que significa e como diferenciar um termo do outro?

Pois bem, sedentarismo caracteriza quem não atinge as recomendações de atividades físicas, destinando a maior parte do dia a atividades que não aumentam significativamente o gasto energético em relação ao repouso. Já a definição de inatividade física se baseia em não atingir a recomendação de 150 minutos por semana de atividade moderada a vigorosa, segundo a OMS.

Aí já conseguimos ver a diferença, não é mesmo? O sedentarismo não exclui a possibilidade de que a pessoa pratique alguma atividade física, mas diz respeito ao comportamento e às atividades desse mesmo indivíduo ao longo do dia. Ou seja, pode ser que você faça caminhadas 3 vezes por semana, mas passa toda sua jornada de trabalho sentado no escritório, onde não se está tendo gasto energético.

Outro comportamento associado ao sedentarismo na contemporaneidade é o tempo de tela. Muito fala-se sobre os jovens que têm dificuldades em deixar aparelhos eletrônicos de lado, mas a tecnologia e as novidades que ela traz também estão atingindo a terceira idade. Aquele avô que anteriormente estaria cuidando do seu jardim, hoje dedica menos tempo à essa atividade e destina maior tempo sentado sendo entretido pela internet no seu smartphone.

A televisão também se tornou uma grande amiga da terceira idade, devido às novelas ou ao futebol. O problema está no tempo destinado a essa atividade: há quem sente em frente à televisão no meio da tarde e se mantenha lá até a noite, deixando a televisão apenas para dormir. Somando todo o tempo gasto por dia, o resultado final da semana pode ser assustador.

E a inatividade física?

Também segundo a OMS, a prática de atividade física previne ou reduz a hipertensão arterial, estresse, ansiedade, risco de mortes prematuras, depressão, osteoporose, diabetes tipo II, acidente vascular cerebral, câncer de cólon e de mama, cardiopatias; previne o sobrepeso e a obesidade e promove bem estar.

Não é à toa que encontramos tantos idosos exalando saúde por terem adquirido o hábito de praticar exercícios desde cedo.

Diante de tantos benefícios, é inegável que aumentar a frequência da prática é aconselhável a todas as faixas etárias.

Mas como driblar o problema da inatividade física e sedentarismo na terceira idade?

Inatividade e sedentarismo na terceira idade: como driblar esse problema?

1. Esteja mais atento ao seu comportamento

A tecnologia pode ser muito tentadora, principalmente para idosos que enfrentaram condições de trabalho duras e desgastantes ao longo da vida. Pensar na aposentadoria como um tempo para relaxar e “aproveitar” é comum, mas é necessário que se priorize a saúde nessa fase da vida.

Isso não significa evitar qualquer uso de tecnologia ou aplicativos de smartphones, e sim prestar atenção ao tempo dedicado a essas atividades. É interessante pensar em equilíbrio: se ficar uma hora assistindo alguma novela, pode ser que uma caminhada no final do dia ajude a balancear o comportamento sedentário.

A internet, por mais que tenha nos trazido inúmeros benefícios, pode ser uma armadilha da improdutividade. O entretenimento é tão grande que o tempo passa numa velocidade absurda sem que percebamos.

Inatividade e sedentarismo na terceira idade: como driblar esse problema?

1. Escolha atividades de baixo impacto

Caso a situação seja de começar a praticar algum exercício para sair da inatividade física e ajudar a manter a rotina ativa, temos aqui algumas sugestões.

Conforme a idade vai chegando, o corpo muda diversas reações internas e elas não ocorrem como costumavam ocorrer na juventude. A regeneração das articulações é uma dessas reações.

As articulações são compostas por tecido conjuntivo, que dificilmente se regenera, exceto em crianças. Isso significa que qualquer dano às mesmas é praticamente irreversível. É por isso que se ouve tantas queixas de dores nas articulações, principalmente entre a terceira idade, grupo em que a artrite, artrose e outros problemas relacionados são mais prevalentes.

Dessa forma, é necessário investir em exercícios que reduzam o impacto do peso corporal sobre as articulações, principalmente joelhos e tornozelos.

Transport

Uma boa aposta aqui é a caminhada no transport. Também conhecido como elíptico, o aparelho aumenta o gasto calórico, se for esse o desejo, e é totalmente seguro no caso de dores articulares. A corrida é uma proposta interessante nesse caso, ressaltando o fato de que o aparelho conta com o adicional de ter onde segurar enquanto o utiliza, beneficiando a terceira idade.

Natação

A natação também é um esporte que ajuda a voltar à ativa sem comprometer as articulações. A água faz com que o impacto não exista, e aulas como a hidroginástica também são populares entre a terceira idade, trabalhando a movimentação, flexibilidade e ajudando a evitar a tensão em alguns membros.

Pilates

O Pilates tem se popularizado nos últimos anos, se mostrando como uma alternativa saudável para quem busca exercício físico seguro, relaxante e que foque na concentração e conexão entre corpo e mente. Os princípios do pilates se baseiam em alguns pontos importantes na terceira idade, como fortalecimento da região abdominal, concentração e respiração.

Para os que têm a vida mais agitada e buscam uma atividade para fugir do ritmo acelerado, o pilates é muito indicado. A prática reúne fortalecimento, flexibilidade e requer total foco no momento presente, deixando outros pensamentos para segundo plano.

3. Escolha um exercício que combine com o que você deseja

Não faz sentido começar a correr se você gosta de nadar, ou fazer ioga se você gosta de pedalar. Para adquirir bons e novos hábitos, é necessário que se pense em mantê-los sustentáveis, aliando saúde ao gosto pessoal e preferências individuais.

4. Tenha companhia

Aderir à vida ativa tendo alguém parceiro faz toda a diferença. Aumenta a motivação, apoio mútuo, cria uma rotina social e faz com que o exercício seja mais prazeroso e produtivo. Na terceira idade é mais fácil encontrar horários compatíveis e amigos disponíveis, então aproveite essa condição!

5. Faça no seu ritmo e estabeleça pequenas metas

Se você só consegue caminhar 15 minutos, tudo bem! Respeite as limitações do seu corpo e vá testando conforme se sentir confortável e seguro. Você pode definir como meta caminhar mais 5 minutos na próxima semana, e ficará feliz e motivado se conseguir alcançá-la. Também haverá dias que você não vai conseguir evoluir tanto, e tudo bem! O que importa é manter a prática e não desistir.

 6. Opte por escadas quando possível

Hoje em dia a maior parte dos ambientes colabora para que tenhamos comportamentos sedentários. Os shoppings têm elevadores e escadas rolantes, prédios com poucos andares também contam com elevadores. Claro que subir muitos andares de escada pode ser bastante cansativo, mas que tal tentar alguns? Para subir um prédio de 5 andares, é possível subir dois pelas escadas e pegar o elevador para completar o resto do trajeto.

É uma mudança pequena de pensamento, mas se pudermos refletir sobre essas pequenas atitudes rotineiras, é possível driblar o sedentarismo na terceira idade e ajustar-se à uma rotina mais ativa.

 

Como você pode ver, não é tão difícil se tornar ativo, e nunca é tarde demais! Sabemos que na terceira idade algumas situações são mais complicadas ou mais demoradas do que com alguns anos a menos, mas nada é impossível e a qualidade de vida sempre pode ser alcançada através de bons hábitos.

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